Mês: junho 2010

CUIDADO! Não leia este blog, banido em 25 países!!!

The Beast In Heat

“Cuidado: Este cassete contem cenas perturbadoras e não é apropriado para ser visto por crianças. ESTRITAMENTE PARA ADULTOS”

Blood Feast

“Uma Advertência: Se você é pai ou guardião de um adolescente impressionável NÃO O TRAGA ou PERMITA QUE ELE ASSISTA ESTE FILME”

Cannibal Girls

“O filme com o SINO DE AVISO – Quando soar, feche seus olhos se estiver enjoado!”

Cannibal Ferox

“Devido a específica e aterradora natureza deste filme, esta área não está graficamente ilustrada para evitar ofensas”

Last House on The Left e Don’t Open The Window

“Para evitar o desmaio, repita: É apenas um filme”

*Caso clássico da picaretagem italiana, até mesmo o artifício promocional de um cartaz de outro filme foi reutilizado.

Sacrifice! Aka Man From Deep River

“Cuidado: Para sua própria saúde e segurança, NÃO ENTRE no cinema até estar emocionalmente e fisicamente preparado para testemunhar os mais terríveis atos de tortura”

Cannibal Holocaust

“Este filme contém cenas de natureza terrível e não deve ser visto por aqueles com disposições nervosas”

Men Behind The Sun

“O filme que eles tentaram banir … versão sem cortes”

Faces of Death

“Prepare-se para a ultima experiência. Este video cassete vai mudar sua atitude para com a vida”

Drive-in Massacre

“Cuidado!!! DRIVE-IN MASSACRE foi classificado por um juri de filmes independentes como muito aterrorizante para ser visto por pessoas normais que frequentam os cinemas. Por esta razão, é sugerido que aqueles de vocês com severas disordens emocionais ou disfunção coronária crônica NÃO assistam este filme. O risco é inteiro seu”

Nightmares in a Damaged Brain

“Cuidado: Não para quem desmaia ou pessoas com problemas emocionais”

Mark of The Devil

“Banido em 19 países!”

Snuff

“Os atores e atrizes que dedicaram suas vidas para fazer este filme nunca mais foram vistos ou ouvidos de novo”


Anúncios

As Muitas Faces de … Leatherface!

Em 1974, o estreante Tobe Hooper acabava de lapidar o filme independente que viria a ser o mais bem sucedido até o momento. Junto dele, Hooper deu a luz à um dos vilões mais dementes, nojentos … e reverenciados mundo a fora: Leatherface.

O “cara de couro”, filho pródigo da famosa e demente família Sawyer, dedicou a vida para eliminar pessoas que passassem por sua propriedade, junto de sua icônica serra-elétrica e seu belo sorriso.

Vejamos quem deu vida ao vilão e as transformações em sua aparência ao longo dos anos …

O Massacre da Serra Elétrica (1974)

“O original é sempre o melhor” dizem os fãs mais extremistas e, no caso do nosso vilão da vez, tem toda a razão. Este foi o Leatherface mais próximo de uma “realidade”, um homem demente, um tanto infantilóide, sendo usado pela família canibal como o “açougueiro” de carne humana.

Interpretado por Gunnar Hansen, o Leatherface original tem uma aparência física de um homem “normal”, desleixado e sem porte físico de atleta, ressaltando que o que fazia dele um monstro era a mente e não um aspecto monstruoso ou algum artifício sobrenatural.

O islandês Hansen merece um adendo sobre sua história. Nascido em Reykjavik, se mudou para os EUA com 5 anos de idade, viveu em Maine até completar 11 e se mudar para o Texas. Contrariando as expectativas de um homem mais conhecido por interpretar um vilão em um filme independente, Gunnar se formou em pelo menos duas faculdades diferentes. Após terminar os estudos, fez alguns bicos como operador de computadores até que soube de um jovem diretor de cinema que gostaria de filmar em sua cidade natal, no verão de 1973.

Motivado por alguns trabalhos como ator que fez ainda na faculdade, Gunnar assumiu o papel após ser entrevistado por Hooper e Kim Henkel.

Após o filme, o islandês co-estrelou o longa “Demon Hunter” que lhe rendeu uma má experiência e a decisão de não se envolver mais com atuação, recusando até mesmo papeis oferecidos por Wes Craven para “The Hills Have Eyes” e o próprio Hooper para “Eaten Alive”. Posteriormente se dedicou à carreira de escritor, trabalhando por vários anos como editor de revistas, escreveu roteiros para documentários e livros, incluindo alguns sobre o filme que o tornou uma estrela cult.

Apesar de ter se afastado da atuação, Hansen não aguentou por tanto tempo e decidiu voltar a ativa com a paródia “Hollywood Chainsaw Hookers” dirigida por Fred Olen Ray e contando com a participação da musa Linnea Quigley. Apartir deste filme, trabalhou em outras diversas produções B e é figura carimbada em convenções de horror, muito requisitado pelos fãs.

Gunnar também manteve o respeito quando recusou o convite para reprisar o papel de Leatherface no remake de 2003, alegando não concordar de forma alguma com a idéia de refazer um clássico como este. Atualmente, com 63 anos, mora nos Estados Unidos e seu ultimo trabalho como ator foi em Won Ton Baby, lançado neste ano.

O Massacre da Serra Elétria Parte II (1986)

Após 12 anos, Hooper enfrentava dificuldades em sua carreira e deicidiu retornar à marca que o fez famoso. Esta sequência, muito contestada por fãs e crítica, se baseia mais no humor negro e exagero de filmes como Re-Animator e Return of The Living Dead, do que no realismo e estilo de documentário do original.

Aqui Leatherface, agora carinhosamente chamado de “Buba”, não muda tanto em relação ao primeiro filme, em termos de aparência, com uma máscara muito semelhante (incluindo a famosa cena em que arranca a pele da face de um homem e a coloca como uma máscara). Apesar de no filme original demonstrar ser retardado, na parte II isto é mais utilizado para garantir o tom cômico do filme, enquanto originalmente era um aspecto sombrio.

Gunnar Hansen não retornou para o papel e, no seu lugar, entrou o texano Bill Johnson que trabalha frequentemente em produções B de horror e comédia e fazendo dublagens em jogos de videogame.

Este segundo filme conta com o mago Tom Savini comandando os efeitos especiais.

Leatherface: O Massacre da Serra Elétrica III (1990)

Através de um novo contrato com a New Line, a mais nova franquia no pedaço deveria ter ganho diversas continuações na mão da produtora, começando pela parte III (e terminando nela também).

Apesar de ser um filme mais sério e próximo do original, esta terceira parte toma muitas liberdades poéticas e acaba não sendo nem tão assustadora como o original e nem mesmo inova, prejudicada também pela mutilação praticada pela New Line para tirar um “X-rated” dado pelos censores americanos.

Agora Leatherface dos outros dois filmes está morto, o que temos aqui é uma versão “junior” do homem, amparado por novos membros da família Sawyer como o maluco Tex (um desconhecido Viggo Mortensen) e até mesmo a filha do vilão morto (não me pergunte quem é a mãe !!!) que herdou os instintos assassinos do papai.

Neste terceiro capítulo, Leatherface Jr. é encarnado pelo lutador profissional R. A. Mihailoff que, assim como os outros dois atores que deram vida ao monstro, é figura constante em convenções.

O Massacre da Serra Elétrica – O Retorno (1994)

Mesmo depois de duas continuações bastante contestadas, é o quarto filme da série que foi considerado o patinho feio por ser, genuinamente, horrível.

Escrito por Kin Henkel, foi promovido como sendo um retorno às raízes do original, uma “verdadeira” continuação para o clássico original, nas palavras dos produtores. O resultado foi tão ruim que a distribuidora decidiu colocar na geladeira e só foi lançar, limitadamente, em 1997. Diz a lenda que Renée Zellweger e Matthew McConaughey chegaram a ameçar judicialmente a Columbia Pictures caso o longa fosse lançado.

Ignorando as partes II e III, este quasi-remake apresenta Leatherface como um travesti (!!!) perturbado, interpretado pelo ator Robert Jacks. Mas as coisas pioram quando entra em cena McConaughey como um membro da família Sawyer, em uma atuação asquerosamente histérica e horrível (não é por mal que ele tenha lutado tanto para que “O Retorno” ficasse na obscuridade).

Robert Jacks, nascido na California, atuou neste filme e em “Todo Mundo em Pânico” de 2000, falecendo no ano seguinte com apenas 42 anos. Ele era um amigo próximo de Viggo Mortensen e media quase 2 metros!

O Massacre da Serra Elétrica (2003) e O Massacre da Serra Elétrica – O Início (2006)

O Massacre da Serra Elétrica foi um dos primeiros filmes icônicos de horror a ganhar um remake nos anos 2000 (a despeito da parte IV que pode ser considerada um remake ou, ao menos, um reboot do original) e, posteriormente, uma prequela.

A aparência de Leatherface foi renovada com uma máscara estilizada, com um longo corte dividindo o cabelo e feições mais ameaçadoras. O ator que o interpreta nestes dois filmes é um fisiculturista (perceptível, né ?), seguindo aquela moda dos remakes de bombar qualquer vilão como se isso fosse uma característica assustadora por sí só.

Tal ator, Andrew Bryniarski, não é um novato no mundo do cinema já que encarnou alguns papéis em produções conhecidas como “Batman Returns” e “Pearl Harbor”. Foi ele que também deu vida à Zangief no infame live action de “Street Fighter” em 1994.

As Muitas Faces de … Jason Vorhees!

Na imensa franquia Sexta Feira 13, o cultuado assassino passou de vilão para protagonista em pouco tempo. Seu carisma (ou a falta dele) acabou gerando uma legião de fãs que desapropiaram a máscara de hoquei do esporte que lhe dá nome e a transformaram em sinônimo de Jason Vorhees. E quando Jason está sem a máscara, nos momentos de lazer ? Como ele se parece ?

Ao decorrer da série, se tornou comum que Jason revelasse seu rosto no climax do filme. O problema é que sua aparência foi mudando ao longo da franquia, variando pelos maquiadores envolvidos até a necessidade de mudar seu aspecto pelo fim do filme anterior.

Sexta Feira 13 Parte I (1980)

Se este é o único filme da série onde o maníaco mascarado não é o vilão, ele aparece no finalzinho para mostrar seu rosto ao mundo. Vemos Jason aqui como uma criança deformada, com a pele enrugada e cheio de plantas o cobrindo, já que a imprensão dada é que estava submerso durante anos dentro do lago. Apesar da aparência feiosa, este Jason está mais para um ser humano deformado do que uma criatura do inferno, como viria a acontecer nas ultimas continuações.

O responsável pela maquiagem, Tom Savini, foi também o responsável pela aparição do futuro vilão neste filme, influenciado pelo susto que “Carrie” dá ao espectador no fim do filme.

Sexta Feira 13 Parte II (1981)

A segunda parte é o primeiro filme na qual Jason é o vilão e, como forma de esconder a face, usa um … saco de batatas (!!!) na cabeça. Entretanto, nos trinta segundos finais do filme, revela sua face ao reaparecer no clássico clichê do susto final, tendo seus braços cortados.

Aqui Jason segue a linha de maquiagem do primeiro filme, mais próximo de um ser humano deformado. Neste caso, nosso vilão ostenta uma cabeleira, barba e tem a pele toda deformada, quase um “hippie” que nasceu em Chernobyl.

Uma curiosidade sobre o filme é que Jason é interpretado por dois atores diferentes: Warrington Gillette como o vilão sem máscara e Steve Daskawisz como o mascarado.

Sexta Feira 13 Parte III (1982)

A Sexta Feira 3D é importante por introduzir a famosa máscara de hóquei, que Jason “rouba” de uma das suas vítimas. Nela, também temos o maior tempo de exposição do rosto do assassino e ele mudou radicalmente (o que só não é absurdo porque se trata do truncado e confuso universo da franquia), passando a ser careca, cheio de cicatrizes, um dos olhos disforme, além da falta de alguns dentes.

Jason assume uma aparência mais “filme de terror” nesta sequência, lembrando um ogro, com feições mais vilanescas e começando a se distanciar da aparência de um ser humano deformado.

Apesar dos pesares, essa é a aparência que mais acho interessante.

Sexta-Feira 13 – O Capítulo Final (1984)

Considerado o melhor filme da série por muitos (eu me incluo nestes “muitos”), o Jason da parte IV novamente muda bastante sua aparência, assumindo cada vez mais um rosto monstruoso. Se no terceiro filme as feições eram mais vilanescas, aqui o assassino apresenta um rosto muito mais deformado, como se estivesse sendo corroído, com um olhar disperso e triste. Pode parecer piração minha mas esse Jason parece muito mais uma criatura disforme que mata por irracionalidade, um “Frankenstein” serial killer, do que um assassino “mal absoluto” no estilo de “Michael Myers”. Sua aparência lembra também, em uma pequena escala, a de John Merrick em o “Homem Elefante”.

Seu final neste filme é bastante pesado, após ser enganado por um alucinado Corey Feldman careca e ter sua machete enfiada sem piedade na própria face.

Sexta Feira 13 – Um Novo Começo (1985)

Depois do melhor filme da série, temos um slasher fraquinho com um indesejado twist-ending: Jason não é Jason, é apenas um imitador que usava uma maquiagem bizarra para se parecer com o vilão e, claro, a máscara por cima. Esta estranha idéia não deu muito certo e acabou afundando a idéia de ter um novo homem por trás da máscara, fazendo os produtores pensarem nas maiores maluquices possíveis para trazer o cultuado assassino de volta para os demais capítulos da franquia.

Seu rosto é do ator Dick Wieand.

Sexta Feira 13 – Jason Vive(1986)

Como o título entrega, Jason volta do mundo dos mortos para aterrorizar Crystal Lake e seus adolescentes babacas, deixando pra lá a idéia de um assassino “de carne e osso” e partindo para o sobrenatural (não que a série fosse muito realista …).

Com um argumento para reviver o vilão que só poderia vir da série Sexta Feira 13, Jason retorna como uma entidade sobrenatural, super-poderosa e praticamente invencível. Sua aparência, obviamente, assume um tom muito mais demoníaco,  semelhante a um zumbi bombado, cheio de larvas e teias de aranha cobrindo seu rosto quando acorda do túmulo.

Uma máscara de latex um tanto cheesy, é verdade.

Sexta Feira 13 – A Matança Continua (1988)

Com o pior subtítulo da série no Brasil, a parte VII esquece o herói Tommy Jarvis e introduz uma menina com poderes telecinéticos que liberta Jason do aprisionamento pela qual foi submetido por Jarvis na sequência anterior. Mais um bando de adolescentes idiotas, mais uma chacina de rotina, Jason (agora como Kane Hodder) é desmascarado pela paranormal Tina e se revela como um monstro, completamente diferente de suas faces nas partes II, III e IV e ainda mais estranho que no filme anterior.

Este Jason poderia facilmente se passar como um dos demônios kandarianos de “Evil Dead” e seria bom se Ash surgisse para acabar com uma franquia que já estava bem desgastada.

Sexta Feira 13 – Jason Ataca em Nova York (1989)

Apesar da possibilidade promissora de ter Jason atacando em uma grande metrópole, a parte VIII é uma retumbante propaganda enganosa, com o vilão matando geral dentro de um navio e passando apenas 22 segundos em N.Y.

Para tornar as coisas ainda mais estranhas, sua aparência novamente muda e agora parece ser inspirada em um espantalho ou coisa assim. E para mostrar que esta nova sequência era puramente uma forma de fazer dinheiro em cima da marca até mesmo a origem de Jason, recontada neste filme, contrariava aquilo que a mitologia da série já havia mostrado.

Sexta Feira 13 – Jason Vai Para o Inferno(1993)

Após um início impactante em que Jason é executado por diversos militares, o que temos aqui é uma criatura bizarra que se trata do coração do vilão, mais parecendo um verme com um rosto feioso, passando de corpo em corpo para tornar seus hospedeiros assassinos. Ou seja, fim da linha.

Apesar de pouco aparecer, Jason Vorhees em formato humano parece estar todo queimado, o que não faz tanto sentido se baseando no fim da parte anterior.

Jason X (2002)

Seguindo o  clichê do “vilão no futuro”, Jason é levado para o espaço e acaba se tornando um super-soldado bombado e “metalizado”, sua face aparece em um pequeno momento, mais parecendo o Toxic Avenger.

Ah, apesar de tudo, esta foi a face mais próxima do Jason dos quatro primeiros filmes.

Jason x Freddy (2003)

O embate de ícones não nos traz nenhum close da face de Jason sem a máscara mas, muito provavelmente, sua face deve ser semelhante a dos primeiros filmes pelas feições visíveis quando esta de lado. Este foi o filme que iniciou a moda de bombar ícones do terror, com o assassino mascarado musculoso e alto, seguido à risca por remakes de “Halloween” e “O Massacre da Serra Elétrica”. Me pergunto qual academia eles frequentam …

Sexta Feira 13 (2009)

No reboot da série, Jason volta as origens de uma face deformada mais próxima a um ser humano, com um dos olhos e a boca deformados e cabelos (semelhante à parte II), com uma das aparências mais humanas (e feias) do assassino.

Infelizmente, o reboot faz bonito na maquiagem do assassino mas erra em repetir clichês criados nas sequências originais, com um Jason maratonista e que possui teletransporte, o tornando “super-humano” de qualquer forma.