Os 5 piores Games baseados em filmes de terror

Quando o cinema cria personagens icônicos e uma franquia razoavelmente grande (em alguns casos, gigante!), é praxe que ganhe uma adaptação para videogame, seja no console do momento, seja na máquina mais desconhecida possível.

Estes jogos variam de injogável até razoável, sendo essa ultima opção uma raridade muito grande.

Assim como games adaptados para filmes costumam ser desastrosos, a recíproca é verdadeira quando acontece o contrário.

5 – Halloween

Plataforma: Atari 2600
Ano de lançamento: 1983

Pode ter sido um marco por ser um dos primeiros “survival horror” para consoles mas, sejamos francos, o jogo é uma tremanda bobagem que acabou servindo de inspiração para outros jogos baseados em filmes de horror.

A missão é cuidar de uma casa com várias crianças e protegê-las de um maníaco homicida pixelizado.

Em algumas salas se encontra uma espada que mais parece um crucifixo que podem ferir Michael Myers e faze-lo se retirar mas não pense que ele morre em alguma hora, ele sempre volta para aterrorizar Laurie Strode e as crianças que surgem do nada e vão para lugar nenhum.

Até que lembra o clássico independente de John Carpenter, vai ...

O melhor momento do jogo é quando Michael Myers consegue matar sua perseguida Laurie, onde ele arranca sua cabeça e o corpo fica jorrando ondas de sangue no chão, uma boa maneira de ensinar as crianças o porquê se deve fugir de um mascarado que não fala uma palavra e tem um facão na mão (levando em conta que o alvo do jogo era, realmente, as crianças e adolescentes).

O jogo encalhou pela violência e nem teve tempo de fazer algum frisson já que foi esquecido rapidamente. No nosso país, um detalhe bizarro é que foi lançado como “Sexta Feira 13”.

É o tipo de jogo que é legal até uns 30 segundos de jogatina e depois se torna um saco.

4 – Psycho

Plataforma:  Amiga, Atari ST, Commodore 64, DOS
Ano de lançamento: 1988

Imagine uma continuação de Psicose, clássicos de Hitchcok que influenciou uma geração de cineastas, onde um detetive atrapalhado, portando uma lupa como seu instrumento de trabalho e andando de maneira esquisita sai a procura de pistas para resolver o roubo de algumas jóias e o sequestro do curador de um museu e acaba em uma casa onde enfrenta um fantasma randômico, um cão e a senhora Bates que colocam nosso detetive para dormir a cada vez que o pegam.

Tudo isso para descobrir que Michael Bates, o célebre personagem que se veste de mulher e escuta a voz da sua mãe, foi quem roubou as tais jóias … Sim, o jogo transformou Bates, um dos mais célebres maníacos da história do cinema, em um simples ladrão de jóias!

Sim, Vince Vaughn como Norman Bates é quase tão ruim quanto esse jogo ...

Felizmente, essa história não foi adaptada para o cinema (apesar de a grife Psicose ter sido explorada com filmes de qualidade bastante duvidosa) mas foi o plot para este lamentável jogo “baseado” na obra-prima de Hitchcok.

Tudo neste game de 1988, lançado pela famosa Box Office (conhecida por jogos horrorosos), é desastroso desde os gráficos hilariamente ruins para a época, bugs frequentes até a história patética e confusa, o que me faz imaginar COMO a licensa da série Psicose foi liberada para gerar esta vergonha.

3 – The Texas Chainsaw Massacre

Plataforma: Atari 2600
Ano de lançamento: 1983

Agora me foge da memória em que momento do filme o Inspetor Bugiganga atira em Leatherface

A adaptação de O Massacre da Serra Elétrica, mais um “clássico” do Atari 2600, é ao menos pioneira e corajosa ao colocar um vilão como playable character, tendo sua missão em matar o maior número de pessoas possíveis.

O gameplay consiste em, exclusivamente, matar e acumular pontos com isso. 5 mortes correspondem à mais combustível para a serra elétrica, em um verdadeiro massacre sem sentido e sem explicação.

Olhe nos olhos da moça de amarelo e me diga: Ela esta com cara de alguém que se importa de ser perseguida por um maníaco ?

Para atrapalhar Leatherface, ao invés de alguma jovem que corre e grita como louca, surgem cercas, crânios e qualquer tipo de coisa no chão, que o desafiam a desviar (o que não é NADA difícil).

Quando o combustível acaba, Leatherface recebe um chute na bunda e GAME OVER, você perdeu. Sim, depois de massacrar um número absurdo de pessoas que surgem do nada, a motos-serra enguiça e Leatherface é morto por um chute na bunda!

Este jogo subestima a inteligência e paciência de qualquer um com um enredo ridículo (que enredo ?), a falta de propósito, a musica irritante e a total discrepância com o clássico filme que o originou.

Se não houvesse a indicação que o jogo é baseado no filme, seria impossível de notar.

2 – Dr Jekyll and Mr Hyde

Plataforma: NES
Ano de lançamento: 1989

Este jogo não é baseado em um filme mas, dada a quantidade de adaptações que a novela de Robert Louis Stevenson ganhou no cinema, pode-se considerar na lista.

E, para falar a verdade, essa desgraça é peça obrigatória em QUALQUER artigo, lista ou citação sobre jogos ruins.

Você tem o trabalho de guiar Dr. Jekyll para o seu casamento com um bastão na mão (quem, no dia do casamento, vai sair com um bastão na mão ?) e é atacado, sem qualquer motivo, por pessoas e animais na rua. Quando ele chega em um nível de enfurecimento medido por uma barra na tela, ele se torna Mr. Hide e a cidade se transforma em um mundo sombrio com criaturas bestiais que, adivinhe, lhe atacam.

Quando a raiva passa, Dr. Jekyll retorna e as pessoas voltam a atacar sem motivo nenhum.

Hoje é um belo dia para sair de casa e ser atacado por pessoas histéricas sem nenhum motivo aparente ...

Agora, me digam, qual seria a conexão desta bobagem com a história clássica sobre um homem com personalidade dupla, atormentado pelo seu lado maligno ?

Onde, na história original, aparecem monstros, civís atacando sem motivo algum, raios vindos do céu ?

Não tem como entender o porquê de adaptar este tipo de história para um jogo de videogame, sendo que as possibilidades de se manter fiel ao original são muito pequenas pelas diferenças das duas mídias.

Além de tudo, a jogabilidade é patética e você NÃO pode se defender dos ataques porque seu bastão na causa dano nenhum no inimigo!

Assim, vão seguindo 6 fases, até chegar na igreja e se casar com sua amada, Miss Millicent. Depois de ser atacado sem motivos por pessoas e animais na rua, se transformar em um monstro que combate outras criaturas na noite, você chega na igreja, casa e END surge na tela.

Inacreditável!

1 – A Nightmare On Elm Street

Plataforma: Commodore 64 e IBM PC
Ano de lançamento: 1989

Para encurtar, aqui está a trajetória do jogo descrita:

Você controla um personagem que vai andando pela rua, dá socos na cara de cobras gigantes, desvia de pedras que caem do céu, entra em casas aleatórias, dá socos em aranhas gigantes, sobe em escadas, anda por cima de plataformas que descem e sobem, coleta ossos no chão, entra em um buraco que indica o fim da fase (se você coletou todos os ossos).

Sim, isso é o jogo, um side-scrolling onde você bate em animais gigantes e coleta ossos.

Eventualmente você cai no sono (compreensível) e o jogo muda para o “mundo dos sonhos” onde os inimigos ficam mais fortes (“mais fortes” corresponde a dois socos ao invés de um para matar), o que não faz diferença nenhuma.

O temível mundo dos sonhos ...

A “novidade” é coletar itens especiais que lhe dão a possibilidade de virar um guerreiro dos sonhos (em alusão ao terceiro filme da série, com o subtítulo de Dream Warriors).

Se você fica muito tempo no mundo dos sonhos, Freddie surge após uma tela histérica e cheesy surgir dizendo “Freddie’s Coming”.

A luta contra o temível personagem de Wes Craven é bastante decepcionante por ser muito fácil, em um estágio onde mãos saem do chão e Freddie fica pulando histéricamente (e nunca o alcança).

Para sair do mundo dos sonhos é preciso coletar um rádio (???) e assim retornar ao mundo real. Fico imaginando o porquê de as aranhas gigantes não terem matado o nosso personagem enquanto ele dormia …

Então, você acaba de coletar todos os ossos e é levado para o mundo dos sonhos para lutar contra Freddie de novo, o derrotar facilmente de novo e levar seus ossos para queimar (queimar os ossos de alguém que já está morto é uma boa maneira de fazer com que seu espírito desapareça, certo ?).

Até o pinball tinha mais a ver com os filmes ...

E é para esta lambança que pouco tem a ver com o universo de Freddie Krueger, o primeiro lugar.

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